• Jandrey Schmidt

O telemarketing vai acabar?

Atualizado: Jan 27

Uma das perguntas mais realizadas nos fóruns e debates sobre a Lei Geral de Proteção de Dados que participamos.


Podemos assegurar que o telemarketing não vai acabar, pelo menos não por causa da LGPD mas sofrerá mudanças drásticas, pois a Lei vem para regulamentar o uso dos dados pelas empresas.

Quais são os pontos de atenção?



As empresas do setor devem estar atentas não só nas ligações efetuadas para realizar cobranças, onde já se possui vínculo com o titular mas também nas chamadas "ligações frias" para comercializar produtos e serviços.


A Lei traz uma "nova" forma de gestão e também de operação nas atividades de tratamento, coloquei "nova" pois empresas sérias e estruturadas já deviam trabalhar com esses princípios e bases legais desde o princípio.


Nesses casos a PSI(Política de Segurança da Informação), bem como o DPIA(relatório de impacto de privacidade) servirão como pontos cardeais para apresentar o nível de adequação das atividades de tratamento realizadas por essas empresas. A Lei não vai impedir que as empresas continuem com a venda de mailing, que por sua vez é ilegal, mas vai possibilitar uma fiscalização mais rigorosa e eficiente, pois através da documentação apresentada já é possível compreender as operações de tratamento realizadas pela empresa pela empresa bem como a necessidade das atividades e suas finalidades. E é claro, as empresas vão pensar duas vezes antes de cometer uma ilegalidade que pode resultar em uma multa de até 50 milhões de reais, sem contar na publicização que pode acabar com a marca.


Há muito preconceito no Brasil com as empresas de telemarketing, e isso é resultado de uma política defasada, de anos de atraso em relação a privacidade de dados e também da falta de princípios e de capacidade profissional de algumas empresas.


A conscientização da sociedade quanto a privacidade e a importância dos seus dados, pode resultar também na melhoria das empresas desse setor, que terão muito trabalho pela frente para continuarem seus serviços a partir de 2020.


A Portaria nº 2123 da ANATEL, reflete essa mudança de consciência em relação à privacidade e os direitos sobre um dos nossos bens mais preciosos: o dado pessoal.


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